Subiu até lá cima, contou cada pedaço de madeira que constituiam aquelas escadas, aprendeu a partir do primeiro degrau como subir os restantes... Chega à prancha. Olha para baixo e não vê chão, não vê qualquer rede, nada que a ampare... as farpas de madeira espetadas nas suas mãos enquanto subia ardem agora... Cerra os punhos enquanto sente a frustração de ter de estar ali apesar de já o ter desejado...
Pode voltar atrás, descer as mesmas escadas e sentir-se tranquila por já conhecer o caminho.
Pode, por outro lado, seguir em frente de olhos abertos e saltar, abrir as mãos e esperar ver chão...
Saltará da prancha?
4 comentários:
creio que sim, o mais provavel é saltar da prancha, mesmo nao tendo certeza se é isso que quer fazer...
ela subiu um degrau e aprendeu como subir as restantes... mas ela nao saltou, concerteza, de uma prancha sem ver o fundo...ou sera que ja?!
De qualquer maneira estou em crer que existe um som de fundo a fazer tic tac...e como ja o Capitao Gancho nos mostrou, quando ouvimos o tic tac corremos, para onde quer que a pressao nos leve...(o Capitao correu para a prancha e terminou dentro do corcodilo, tudo pela pressao do tic tac... mas esta, esta é outra historia...onde as pessoas voam por nao terem medo de pranchas sem fundo)
(Se ha um "para baixo" tambem ha um "para cima")
em breve saberemos o fim dessa tua estoria (?)*
*crocodilo
"quando ouvimos o tic tac corremos, para onde quer que a pressao nos leve..." às vezes a verdade custa a acreditar e tambem a contrariar...
Terá de ser sempre assim? Ir para onde a pressão nos leve...
Obrigada andreiinha*
(descobriste o blog sacana :P)
As vzes apetece-me saltar para o desconhecido, sem a certeza de que terei uma rede ca em baixo...mas o comodismo é tão confortável as vezes...gostava de arriscar mais vezes...
Bigada por mais este texto lindo que nos põe a pensar.
Beijinho com saudades
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