Pegavas em mim com firmeza e punhas-me a andar à roda, depois de umas sete ou três quartos de volta perguntavas-me: "Cabra-cega de onde vens?" Eu na minha inocência lá te respondia com um nome qualquer de um país ou terra distante que tinha ouvido na televisão e tinha achado graça. Tu e eu sorríamos. (Sim, chamavas-me cabra e eu continuava a sorrir.) E depois de mais umas voltas mais uma pergunta: "O que trazes para comer?" Lá ia eu inventar outra vez: "pão e broa!" No final daquele nosso caroussel largavas-me de olhos vendados e eu tosga e zonza lá te ia procurar... Mal sabia eu que já não te ia mais encontrar. Mal eu sabia que no final de contas as tuas perguntas faziam mais lógica do que imaginei. No final eu não sabia de onde vinha nem sabia o que trazia comigo, só sabia que o meu objectivo era encontrar-te. Tão cega e estúpida que nem me apercebi que era "só" tirar a venda...
8 comentários:
Tira a venda. Acorda!
[]
Talvez a venda nos faxa sonhar.
Para quê tira-la ?
Sim , é verdade.
Mas se tirares a venda e perdes os sonhos é preferivel continuares com ela , ao menos sonhas e nao te desiludes !
[De nada ^^ Desculpa a invasao =$]
Eu percebi o conteúdo do texto.
Mas muitas vezes tiramos a venda e continuamos a nao ver o que está relamente á nossa frente !
entao invadirei muitas mais vezes. =p
Ai joaninha...que grande texto e que grande chapada psicológica! As vezes as coisas estão mesmo à nossa frente e vemos vemos, mas não olhamos... e às vezes para sabermos aquilo que está mesmo à nossa frente é preciso mesmo saber de onde vimos e o que trazemos...
Bigada!
Beijinho no coração*
há textos em que vejo.
era: há texto e que me vejo.
enganei-me.
Talvez a venda nos proteja.sei lá...
um bjo
Enviar um comentário